segunda-feira, junho 11, 2018

Aquarela

Por onde a água passa
Na consistência das coisas
No firmamento
O inevitável acontece

O que fui ontem
Não sou hoje

Estou me desconstruindo
Despedaçando
Esvaindo
Indo

O que é ser?

Vou me diluindo
Fluindo
Com as águas

Que forma terei?

Eu nunca fui um prédio, mas desmoronei.
A cada dia que passa, me sinto diluir
Será que tenho uma essência?

Não traz conforto ser assim.
Quem eu sou? Composições das composições, remendos dos remendos?
As experiências sugam, moldam, fluem, massificam, violentam. Extraíram várias partes. Extraem. Deixam muitas coisas também.
Mas o que eu faço com essas coisas?
Para o que elas servem pra uma Daniella tão inconstante?

sábado, março 24, 2018

Esvaziar

Não tenho pretensão de ter pretensão
Não sou porta-voz de grupos
Não sou porta-voz de mim mesma para outros
Não sou pregadora de uma ideia mirabolante para o mundo achar que sou foda
Não sou a mais bela
Não sou a mais sofrida
Não sou a mais inteligente
Não sou a mais articulada
Não tenho muitas coisas no bolso
Não sou a mais gentil

Ando sobre as pedras
Meus pés estão calejados - de muitos, e de todos!
Por tentativas e erros
Por acertos e passagens
Só quero poder descansar a minh'alma numa esquina favorável

Não quero barulho
Não quero alarde
Só acompanhe meu olhar
Deixe a luz assim
Difusa 



quarta-feira, março 07, 2018

Vale dos Órfãos

A altura que não dá para mensurar quem está do lado de fora
Esse copo sedento de lábios
Brotoejas no pescoço 

Projeções de fantasmas distorcidas na parede
Num quarto vazio escuro 
Sem vozes

Tudo seco

Passado indissolúvel 
Inocência interrompida
Não fui estúpida
Só fui uma criança

Se eu pecar, você não me leva pra casa.

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Quando estou aqui, quero pertencer 
Quero sentir desde a raiz 
Quero olhar nos seus olhos 
Que me revelam oceanos inexplorados 
E tão profundos 
E tão únicos

Quero ser uma com essa terra que piso 
Com essa paisagem, com esse monte, com esse entardecer 
Que parecem me narrar intimamente 
Com o sol que aquece a minha pele 
E nos ilumina  

Há como ser mais próspera?  

Não se cansa de me manter no topo? Você me quer no topo sempre 
Por que me devora atentamente como se fosse meu último suspiro? 
Não vou dar deslizes
Você não cansa de me dar sua energia 

Eu não me canso. E te entrego a minha.

terça-feira, fevereiro 20, 2018

Por Entre os Dedos

O tempo que eu perco
É o mesmo que você perde

Vamos viver perdendo
Gostamos de insistir nesse fracasso

Porque cômodas suposições resolveram ser mais preciosas pra nós
Porque damos vitalidade a elas com a nossa covardia

Adoramos ser covardes. Admiramos a nossa covardia. Achamos-nos sedutores.

Não importa se eu fumo, se eu bebo
Se eu fumo marijuana
E abstraio essa porra que é seu hesitar incessante

Não vou pular enquanto você não pular.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

A beleza. A força. Os tons que a gente percebe ao redor. Às vezes há esforços pela nebulosidade das circunstâncias ocasionais difíceis da vida , mas estão todos aqui: a beleza, a força, os tons.

O meu fôlego fez sentido hoje. Reparei nas luzes, através da minha janela. Preencheu tanta coisa dentro. O que posso fazer? Eu sou grata! Eu reconheço a gratidão. E a cada dia, tudo fica mais leve. 

Eventuais pesares, cansaços, surgem. Mas é só eu ficar um pouco dentro de mim, que os sentidos emergem.  Acho que não preciso de dicas. O silêncio é suficiente e é capaz de alimentar uma mente ávida por viagens por auto-conhecimento, paisagens nunca vistas, paz de espírito, pássaros livres no céu. Talvez esses sejam dicas.

Acho que cada pessoa é uma nota. Uma nota musical. E quando um grupo é estabelecido, músicas existem. Até quando duas pessoas se juntam, afinal há músicas de duas notas. 
Cada um tem seu tom, sua importância. E a notoriedade é mais perceptível quando estamos diante de ambientes favoráveis ao nosso grau. Mas possivelmente todos são harmônicos devidamente nos seus espaços.  

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Organização. Acho que tem que ser esse o foco.

As ideias conversam dentro da sua cabeça e depois resolver meter o pé. Assim fica difícil também.
Não consigo pensar em nada. Só numa coisa boa que passou.

Mas não fico me lamentando. Me realizei e não me arrependo de nada. Faria tudo de novo. Só não tenho poder sobre humano de transformar situações e pessoas, porque sou... humana. Às vezes gosto de ser humana, às vezes não.

Mas a organização...sim! Essa é a palavra desse ano! Soa mais como aquelas promessas que muitos fazem como meta de ano novo. mas é sério. Vou crescer de forma um pouco radical e dolorida nesse ano. Eu sei que vou ficar bem. 

Ando muito misteriosa? Sei.

Fiquei esse hiato de tempo todo sem escrever. Não vou pedir perdão dessa vez, você vai ter que me perdoar. Fiquei o ano de 2017 encarando uma depressão indigesta. Simplesmente quase tudo deu errado. Trabalho, faculdade na sarjeta. Não tinha como eu pensar. Eu gostaria de ter sido outra pessoa, eu fiz de tudo pra ser outra pessoa, sem depressão, focar nos meus estudos, parar de chorar e sair da cama, mas meu esforço pareceu em vão. 
Lutar contra depressão é lutar todos os dias da sua vida contra algo enorme e invisível. Que, se você deixar, te sufoca aos poucos. Depois você se percebe presa numa teia de aranha. E tem muita culpa, muita dor, muita agonia.
Com ajuda de alguns remédios e conversas com pessoas que verdadeiramente somam na minha vida (algumas têm só a intenção de somar, mas psicologicamente isso não adianta de nada), e umas andanças por aí, tenho dado um passo de cada vez e enxergado  a luz do fim do túnel. Cada passo que eu dou, a luz fica maior. Isso é foda, cara.
Eu sou eu. Ninguém mais vai ter meus registros, minhas assinaturas, o meu jeito. Porque eu sou eu. Eu nasci pra ser mais um respingo, como nas obras de Pollack. De longe, talvez você não perceba a diferença entre um rabisco marrom e um azul. Mas a obra faz sentido num todo como ela foi produzida. Ela tem seu sentido pelo jeito como foi feita, quando foi feita, em que circunstância foi feita, em qual circunstância o artista estava condicionado.
Eu faço sentindo, eu sei. Mesmo não sabendo o meu sentido quando eu o vivo. Quando eu reflito, eu vejo que o tenho. E brilha como a luz do sol, dentro de mim, ter essa consciência existencial.

Tudo faz sentido mesmo quando não faz sentido. A gente aprende no caminho. Acredito que, quando compreendemos o aprendizado, a nossa vida faz sentido. Acho que é isso. E para aprender, eu preciso experimentar. No caminho, a gente entende. Vai entendendo. 

E estou aqui, mais uma madrugada escrevendo. Como nos velhos tempos.
Não é tédio. É a alma querendo se expressar.

Obrigada por me esperar por todo esse tempo. Vai dar tudo certo. 

domingo, dezembro 25, 2016

O equilíbrio esperado chega e vai
Pois o movimento dita as regras
Tudo tão intenso num momento
E depois morno
E vai esfriando
E esquenta de novo.
 
Controle pra quem? Pra quê? Alguém debaixo do sol domina a força do vento sobre as águas do mar?

Meus olhos cansados, minhas costas cansadas, meus pés cansados
O homem mau no final do corredor querendo redenção. Vai morrer querendo.
A não ser que eu esteja fora de órbita e o movimento me leve para um outro sistema
Já morei em outros sistemas
E ainda tô aqui, escrevendo pra você.

Fecho os olhos e expectativas são passatempo

sábado, setembro 17, 2016

Precisava Chegar

As palavras oportunas entram como o sol pela janela
E aquecem, fazendo sentido
O que era oco

Como podem fazer algo tão significativo?
Se elas só se aproximam do possível

Porque não são qualquer uma
Umas
São palavras que vieram do Sul
São palavras que vieram da boca estrelada inesperada
Acenderam tudo por dentro, mexeram
Me deram paz

Fiz sentido
E repenso
Faço sentido
Tenho força e sentido
O mundo se reflete em mim
Movo tudo

domingo, outubro 26, 2014

Numa fase super ansiosa, blog. Olá, tudo bem?
Espero que com você, sim.

Tá tudo caminhando: cursando a faculdade, fazendo estágio na minha área... e ... só isso por enquanto. Hunf.
Tô ansiosa com o futuro bendito. Ansiosa. Ansiosa. Ansiosa. Ansiosa. E ansiosa.

Amanhã também tem eleição e já viu, né? Todos cuspindo seus motivos e equívocos no Facebook e eu com um pouco de desespero. Com medo de gente que defende seu candidato com argumentos que denotam puro preconceito. Preconceitos de áreas inimagináveis. E de verdade, quer saber? Dependendo do resultado eleitoral, me mudo pra outro país da América Latina. Sério mesmo! Mas aí eu lembro que preciso terminar a bendita faculdade e etc e tal... turbilhão de acidentes iminentes! Serão iminente ou é só o meu psicológico me pregando peças? Sabe, não sei de nada!
Sei o que preciso fazer, o básico, o aqui e agora. Mas depois...? O que será? Aiii...
Não vou me condenar também. Já bastam as condenações, as sabotagens feitas por mim e por algumas pessoas que expus alguns problemas meus. Como fico arrependida! Mas, enfim, bola pra frente!


Eu sinto que é uma descompensação muito grande ler certos comentários. Me deixa mais desacreditada. Mas quem se importa, não é mesmo? Aff.. quer saber? No momento eu não me importo muito, não. Nêgo é louco demais! A arrogância cria um abismo muito grande. Grande o suficiente para que não haja nenhuma conexão saudável, de trocas, de admiração, de conhecimento e, sobretudo, de respeito. A pessoa começa a falar e eu venho logo censurando-a, sem deixar a criatura ao mesmo concluir uma linha de raciocínio. Triste.

Sei lá, queria sair do planeta...

quarta-feira, julho 02, 2014

Uma Mão na Cabeça, Outra no Pé

Minha mente não para! Acho que de ninguém para.

Estou prestes a fazer 26 anos de existência e tenho a sensação de que não vivi o suficiente. A gente sempre ingrato em relação ao que a vida pôde nos proporcionar ao longo dos anos, de alguma maneira. Grato e ingrato. Grata e ingrata.
Eu soube uma vez que não se deve colocar vírgula antes de uma preposição. Vixi...
Invejo quem tem consciência da capacidade e tem controle(domínio) sobre as qualidades e corre atrás daquilo que precisa melhorar.
Não sei de muita coisa. Não sei falar. Não sei me expressar.
Não sei onde colocar as mãos quando uso uma roupa mais formal. Acho que usar roupas com bolsos me ajudaria muito.

Ouvindo Crazy for You, Slowdive.

Mesmo eu aparentando um ar meio blasé para o mundo algumas vezes, só o meu interior confirmaria para o externo os meus sentimentos. Lembrando - percebido através da aula da ilustre professora Maria Luisa Távora de história da Arte - que sentimento é diferente de sensação. Eu confundia muito esses conceitos antes.
Acho que irrito algumas pessoas com o meu jeito enigmático. Acho que sempre irritei. E isso é muito desgastante pra mim, pois sempre fui cobrada por isso, para ser um ser de linha de produção. Mais um motivo pra eu ficar mais fixa no meu canto. Tem gente que entende, claro. Aí eu sorrio e, com isso, meu dia parece ser salvo.

Ah, viajei sozinha dias atrás. Vou começar a estagiar, graças a Deus, num lugar que vai me alçar na minha futura profissão. A vida tá mudando aos pouquinhos e eu tô gostando muito disso. Cada dia que passa, quero ser essa Daniella que está surgindo, que sempre pedi e desejei ser. E quero muito mais!

Nunca vou conseguir entender Deus. A complexidade da vida e seus acontecimentos deixa a gente sem palavras e reflexivos. Ele dar seu amor todos os dias no meio da indiferença. E quando vejo coisa boa e bonita e justa por perto, é a encarnação da Sua presença..
Alguém tem certeza de seu amanhã? Alguém pode colocar a mão no fogo por si mesmo? Você o que vai acontecer depois que você dormir?
Fico perplexa diante da arrogância humana. Todos sabem de tudo. Sobre todos os assuntos. Essas são algumas das ilusões que construímos ao longo da vida, influenciada pelo pensamento pós-moderno do mundo ocidental. Nossa, que trunfo! Somos tão bestas!

Confesso que estou meio enferrujada na escrita por estar tanto tempo longe dela. Me perdoe aí, gente boa!
Caminhando no caminho rumo à sabedoria, paz e conhecimento.
Quero ler tudo do Mario Sergio Cortella! Cara maravilhoso! É apaixonante ouvi-lo falar na televisão. Numa sala falante simplesmente todos se calam, pois o cara é inspirado pelo Divino! Sabedoria atrás de sabedoria. Ouvir esse tipo de pessoa me deixa mais tranquila e esperançosa com aquilo que eu possa resgatar da existência. Gostaria muito de ser aluna dele.

Não posso parar senão eu me perco em mim mesma! Apalpando paredes quando tento notar saídas. É muito difícil. Deus me ajude! Quero enxergar aquela Daniella que anseia coisas novas, que procura por elas e que quis mudar o mundo.

Será que eu consigo? Vivendo...

terça-feira, janeiro 14, 2014

Wanderlust!

Saber de você, me enobrece. Ouvir você, me enobrece. Não tenho o direito de ser a mesma mais.
O tempo não pode estabelecer parâmetros do que deva ficar, do que deva nascer dentro de mim. Não pode romper o elo que fazemos incessantemente toda vez que nos encontramos. Independente, ficou. Nascerá.
Quão profundo! Me eleva, me leva para os montes! 
No horizonte é onde vejo o limite da minha sede.

domingo, dezembro 22, 2013

Eu não sei o que eu faço.

Essa minha falta de certeza/decisão pra quase tudo na minha vida é um grande problema.
Posso reclamar de pessoas, mas o problema que delimita os relacionamentos e, até faz cegar a minha razão, sou eu mesma.
Melancólica sempre fui. Você sabe disso. 
Hoje também enxergo "fundamentos" pra isso.
Quereria eu sumir do mapa. Sumir! 
Eu não quero negociar as minhas imperfeições com ninguém. Por muito tempo tentei me justificar. Eu até as aceito de uma certa forma. Agora eu ser motivo de transtorno pra alguém... aí é demais!

Nunca vou entender as minhas reações diante das coisas novas das quais não me trazem tanto conforto. Eu pareço um bicho do mato. Alienígena. Um bicho. Isso tudo bem evidente exibido através da minha timidez. 

Choro por não ter ouvidos pra me ouvir. Choro por não ter amigos suficientes pra me amparar, ou pelos poucos estarem distantes. Choro por saber que sou tão pequena e impotente. Eu sempre soube disso. 

As minhas discussões são insignificantes. As minhas palavras são insignificantes. Tudo que eu faço é em vão. Eu sou insignificante.  

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Imperfeições Latentes

Cabelo raspado.
Agonia interna.
Vivendo numa ilha.
Entrando constantemente em batalhas.

O espelho sempre pronto para refletir o que não se dá para aproveitar
Me acusando de carecer de muitas virtudes
Porque foi tentado tantas vezes
Em vão, tantas vezes
Não são tesseras. Não há nada de precioso.
Esses cacos de vidros não são diamantes!

Não sabendo o que fazer
Só desejando a liberdade de poder gritar
E não ferir mais ninguém
E entrar na condenação de vagar meu caminho
Sem pensar na ilusão de ter portos para me estabilizar 

Foi um erro, eu pensei. Cometo-os frequentemente.
Um pedido mal pedido. Talvez. Quem pode saber?

terça-feira, novembro 19, 2013














Tudo muito perto. Tudo muito longe.
Fecho os olhos e as coisas boas estão bem aqui. Eu já tenho o prazer de que eu preciso de alguma forma.
Quando eu exponho pra alguém, parece inatingível. Talvez eu nunca irei encontrar pontes entre mim e as pessoas. Razão pela qual sempre andei sozinha. E talvez elas nunca me entenderão. Não faço questão de nada. De nada mesmo. Apenas quero encostar nos meus sonhos. E voar. E me envolver. E sorrir. Os outros que sejam felizes simplesmente. E só isso.

Mais de 7 bilhões no planeta. Mais de 7 bilhões de perspectivas. A minha é só mais uma.
A sobrecarga de entrar no julgamento do que é certo ou errado, não cabe a mim. E essa mediocridade é irritante. A minha perspectiva só é diferente. Vivo bem assim.

Junto bagagens ao percorrer o meu caminho. Junto umas notas, umas músicas, paisagens, cheiros que lembram minha infância, alguns mentores (boas conversas)... tudo que me faz me aproximar dos meus sonhos. A cada dia percebo que estou mais próxima do que antes.
Eu sinto alívio por não querer mais do que eu possa carregar.

Meus sorrisos fazem sentindo pra mim. Olhar para a natureza me faz bem. Aprendo com o pouco, com o simples e percebo que sou uma das pessoas mais ricas do mundo.



sexta-feira, setembro 27, 2013

Caminhos Cruzados

Diga um por que, foi uma manhã
Olhei para alto, contemplei liberdade
Surpreendendo-me com esse novo ar
Ando despretenciosamente feliz
A gente se encontrou e não percebeu
Que a vida é mais que nós
Que ela foi feita pra nós
Que ela sempre nos disse
Vou cruzar caminhos
Inimagináveis
Originais
Puros
Fortes
E vai dar uma certa cor no mundo
Nunca vista
Que o embelezará para sempre!
Grite, vida! Você sempre desejou esse momento!

quinta-feira, março 07, 2013

Olá, blog.

Bem, MIL ANOS SE PASSARAM. Tá até cheio de pó isso daqui de tanto tempo que não escrevo.

Cara, você deve imaginar que passei por muita coisa, né? Então... nem me fale! Aliás, eu é que tenho que "falar", né? Pois bem...

Cá estou. Não sei por que abandonei a escrita. Parece que a falta de tempo me consumiu e a inspiração. Na verdade, foi mais falta de inspiração. Um dia desses mesmo, eu perguntei a mim mesma:" por que deixei de escrever?"... Coisa estranha, cara! Deixei de fazer muitas coisas das quais gostava.

Passei muita coisa boa e por muita coisa ruim. Acho que isso resume a vida, né? rs
Bem, e tem outra coisa que me impede de escrever aqui com liberdade: esse computador, que estou usando no momento, é o pc comunitário. Putz... isso é horrível, porque pessoas, CERTAS pessoas, ficam espiando meu diário virtual. Afinal, fica registrado ( e como deixar de registrar não sei fazer! Sou ruim mesmo pra mexer nessa joça. Quase totalmente excluída virtualmente).
Mas quero voltar a escrever como antes.. quero, sim!

Em linhas gerais: início de 2013: 24 anos, voltei pra Cristo, solteira, esperando uma resposta MUITO IMPORTANTE da faculdade, cheio de planos, sonhadora como sempre e pra sempre! Levei umas surras pra entender certas coisas da vida, mas acho que é assim mesmo. Quero aprender todos os dias e reconhecer que sou pequena e limitada, que vim ao mundo pra somar, ajudar ao próximo, semear amor. E blá blá blá do amor.

Notícias boas virão, pode ter certeza disso, querido. Pode até anotar aí!

Aos poucos, lembrarei de acontecimentos e tudo mais. Aí eu registro aqui, tudo bem?
Por enquanto é só. Até por que tá tarde a beça e amanhã tenho que entregar um trabalho na faculdade (professor chato, retardado e que não tem didática nenhuma pra entreter uma disléxica otimista e sonhadora...huahauhuhahua! Ainda bem que ele nem sabe da existência desse blog. To pagando de teenager imbecil agora, mas tudo bem! uahuahuahuahuha).

Besos e besos!

domingo, maio 08, 2011

Letra de uma música que marcou o século vinte. Gosto muita dela. Ela diz muito sobre mim às vezes.
Tradução de How soon is now? - The Smiths

O Quanto É Cedo Agora?

Eu sou o filho
E o herdeiro
De uma timidez que é criminosamente vulgar
Eu sou filho e herdeiro
De nada em particular

Você, cale sua boca
Como pode dizer
Que eu faço as coisas do modo errado?
Eu sou humano e preciso ser amado
Como todos precisam

Eu sou filho
E o herdeiro
De uma timidez que é criminosamente vulgar
Eu sou filho e herdeiro
De nada particular

Você cala sua boca
Como pode dizer
Que eu levo as coisas para o lado errado?
Eu sou humano e preciso ser amado
Como qualquer um precisa

Há um clube, se você quiser ir
Você poderia encontrar alguém que te ame de verdade
Então você vai, e você fica sozinho
E você vai embora sozinho
E você vai pra casa, e você chora
E você quer morrer

Quando você diz que vai acontecer "agora"
Bem, quando exatamente você quer dizer?
Veja, eu já esperei demais
E toda minha esperança se foi

Você,cale sua boca
Como pode dizer
Que eu faço as coisas do modo errado?
Eu sou humano e preciso ser amado
Como todos precisam

sábado, abril 02, 2011

De portas abertas

Que semana! Intensa em sentimentos e em lembranças. Talvez eu nasci de novo, ou uma parte de mim foi regenerada pelo desgaste do conformismo e da indiferença de algumas questões da vida que migraram de forma estranha para minha mente.

Sabe, eu gosto de refletir. E sempre.

Eu gosto de olhar pra dentro de mim e perceber que faltam peças, ou que algumas estejam velhas. Constantemente a plaquinha "homens trabalhando".

De verdade: não é toda hora que desejo ter a razão. Não me importo muito de não tê-la, às vezes. Não me importo muito de ficar calada quando estou errada. Nem sempre concordo com o outro e fico quieta, mas na boa parte das vezes sim. Procuro renunciar. Tento.

É bom não ser completa. É bom não estar com a razão sempre.
Eu quero sempre perambular por aí e juntar riquezas das paisagens, de lugares, das rodas de amigos, de pessoas.
***
Outono chegando
Mais uma lembrança
Da infância
Que me alicerçou
Da inocência
Que não se perdeu
Apenas mudou de endereço
Em algum lugar
Aqui, dentro de mim.


terça-feira, março 01, 2011

Concepções.

Parece-me que sempre somos estimulados a obter concepções sobre o que há nesse mundo.
É engraçado às vezes: muitas pessoas têm opinião sobre tudo! - muito estranho (e duvidoso) isso!

Formar opinião está diretamente ligado a conhecer de maneira considerável um determinado objeto, obra, pessoa. Requer um certo domínio do assunto em questão. E, mesmo assim, o intelectual da vez não tem o direito de reger mentes, direcionando-as a admiração exclusiva de seus gostos - um sutil fascismo, quem sabe?
Bem, essa é a minha humilde opinião sobre os verdadeiros críticos, afinal, que eu saiba, crítica é algo imparcial. Ela pode até te influenciar, mas a genuína crítica nunca vai ser uma ditadora e te transformar num canalha manipulador.

Eu rio de gente que perde tempo para criticar tudo não aprovado pelo seu próprio senso (estúpido e medíocre) de julgamento. Possuidora de toda a sabedoria da macaquice, recriminando os simples de gosto/opinião/admiração.

Putz.. esse assunto é complexo e extenso demais.

Quem disse que o que é bom pra você é bom pra mim também?

Conhecimento pode te levar a algumas concepções, mas não se restringe a elas (e não te faz prisioneiro delas!). É muito mais expansível!
E gentileza gera gentileza.. affê, nada a ver agora! Já tá ficando bagunçado essa bagaça aqui, assim como é na minha cabeça! ¬¬